Um furacão chamado Facebook

 

painel (19) Seja qual for o futuro da comunicação pública, ele passa pelas redes sociais e, em especial, pelo Facebook. Para as três especialistas que se apresentaram no painel dedicado às perspectivas da comunicação no Sistema de Justiça, nesta quinta-feira (18), no Conbrascom, não há como pensar a comunicação pública sem considerar a presença das organizações na maior rede social da web.

 “É preciso chegar à audiência, e ela está lá”, avalia Adriana Chiarini, ex-secretária de comunicação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), destacando a ultraconectividade e a instantaneidade como atributos cada vez mais presentes junto às novas gerações.

 Chiarini também abordou o futuro da rede social como plataforma de painel (10)publicação e defendeu a importância da dimensão preventiva da comunicação pública. “Um das nossas tarefas é conscientizar as pessoas sobre a importância de respeitar o direito alheio, e isso também deve ser visto como uma das formas de desafogar o Judiciário”, propôs.

 Para Giselly Siqueira, representante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Facebook é uma ferramenta indispensável para que o gestor entenda como a população vê a sua instituição.

 “O Judiciário está em pauta, e nós devemos nos aproveitar disso para reforçar nossa presença nas redes”, opinou. Ao fazer um balanço das ações do CNJ nos últimos anos, ela relatou que uma das práticas mais bem sucedidas no órgão foi a de evitar a dispersão das mensagens entre Painel (5)as diferentes mídias, favorecendo o chamado cross-media.

 “Muitas vezes é possível aproveitar o mesmo conteúdo em múltiplos meios, com adaptações simples. Mas isso, claro, requer planejamento”, observou.

 Representante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Natália Veloso apresentou os novos projetos do órgão, também com foco nas redes sociais. Na sua avaliação, o maior desafio para os gestores é entender as necessidades do público. “Anda estamos todos aprendendo a olhar para fora das nossas instituições, dando mais foco ao usuário”, analisou.

 Fábio Borges